Caminhando pelas ruas do meu coração, tão distraída admirando as coisas verdes e os detalhes das mais belas flores, me perdi. Aventurei-me passear em lugares desconhecidos e me encantei com a beleza de um determinado lugar. Tantas flores habitavam ali e eram tão autenticas e únicas... E a brisa que vestia meu corpo fazia-me sentir a nudez dos meus passos.
Caminhei sem pressa, quis explorar a beleza que irradiava nos cortes das pedras que havia no caminho, e as sardas de alguns lírios tão lindos! O perfume daquele lugar alimentava a minha alma e meu desejo era permanecer ali para sempre. Naquele lugar já não sabia se andava ou se voava, olhando agora posso ver que fazia os dois por que um dia pude afastar de lá uma nuvem cinza que ameaçava um dia de chuva, e foi sol durante todo aquele dia, porém um dia, acordei pela manhã e deitei na grama ainda molhada pelo orvalho que caíra a noite, ali fiquei por horas admirando os pássaros coloridos e uma vontade repentina bateu forte, então ali mesmo deitada abri meus braços e quis abraçar a imensidão azul, e de olhos fechados a sensação que tive é que aquele grandão se aconchegou em meus braços e sentia que bastava aquilo pra me fazer completamente feliz, mas a nuvem cinza voltou e escureceu meu dia pleno, pequenas gotas molhavam meu corpo que permaneceu ali quieto se permitindo sentir, e aquela chuva fininha ficou forte e nesse momento eu tive medo. Pensei que poderia acabar com as flores, com a grama... Me levantei e corri pra debaixo de uma árvore e lá foi meu abrigo... Senti tanto frio, cheguei a pensar que a chuva não passaria e confesso que lágrimas se desenrolaram em meu rosto.
A chuva continuou por dias e dias cada vez mais forte, o frio era estremecedor, já não via mais as flores e a grama estava coberta de lama e a cada dia que eu acordava eu pensava que aquele seria o último, que não suportaria, sentia-me fraca naquele galho que se fez pra mim uma cama. Até que um dia eu resolvi descer daquela árvore e andar com aquela chuva em minhas costas, e caminhando pude ver a cor da lama que sujava meus pés e a musica que a chuva cantava ao cair... Observei a arte que aparecia na tela das poças d"água ao cair a chuva... E pude admirar a beleza que existe no inverno e nesse momento a chuva passou. Então percebi que tudo começa em mim e a feiúra ou beleza de algo estava na forma de se ver.
Aqui estou eu, continuo caminhando, agora sem medo da chuva... Ando em vários caminhos, sem fazer de nenhum deles minha moradia por mais bela que seja a paisagem, permaneço caminhando lentamente nas ruas dentro de mim... Umas me surpreendem, outras me fazem rir feito menina, mas todas me levam a mim e me dão sentido em ser apenas eu.
Kell aos 21 anos.
Caminhei sem pressa, quis explorar a beleza que irradiava nos cortes das pedras que havia no caminho, e as sardas de alguns lírios tão lindos! O perfume daquele lugar alimentava a minha alma e meu desejo era permanecer ali para sempre. Naquele lugar já não sabia se andava ou se voava, olhando agora posso ver que fazia os dois por que um dia pude afastar de lá uma nuvem cinza que ameaçava um dia de chuva, e foi sol durante todo aquele dia, porém um dia, acordei pela manhã e deitei na grama ainda molhada pelo orvalho que caíra a noite, ali fiquei por horas admirando os pássaros coloridos e uma vontade repentina bateu forte, então ali mesmo deitada abri meus braços e quis abraçar a imensidão azul, e de olhos fechados a sensação que tive é que aquele grandão se aconchegou em meus braços e sentia que bastava aquilo pra me fazer completamente feliz, mas a nuvem cinza voltou e escureceu meu dia pleno, pequenas gotas molhavam meu corpo que permaneceu ali quieto se permitindo sentir, e aquela chuva fininha ficou forte e nesse momento eu tive medo. Pensei que poderia acabar com as flores, com a grama... Me levantei e corri pra debaixo de uma árvore e lá foi meu abrigo... Senti tanto frio, cheguei a pensar que a chuva não passaria e confesso que lágrimas se desenrolaram em meu rosto.
A chuva continuou por dias e dias cada vez mais forte, o frio era estremecedor, já não via mais as flores e a grama estava coberta de lama e a cada dia que eu acordava eu pensava que aquele seria o último, que não suportaria, sentia-me fraca naquele galho que se fez pra mim uma cama. Até que um dia eu resolvi descer daquela árvore e andar com aquela chuva em minhas costas, e caminhando pude ver a cor da lama que sujava meus pés e a musica que a chuva cantava ao cair... Observei a arte que aparecia na tela das poças d"água ao cair a chuva... E pude admirar a beleza que existe no inverno e nesse momento a chuva passou. Então percebi que tudo começa em mim e a feiúra ou beleza de algo estava na forma de se ver.
Aqui estou eu, continuo caminhando, agora sem medo da chuva... Ando em vários caminhos, sem fazer de nenhum deles minha moradia por mais bela que seja a paisagem, permaneço caminhando lentamente nas ruas dentro de mim... Umas me surpreendem, outras me fazem rir feito menina, mas todas me levam a mim e me dão sentido em ser apenas eu.
Kell aos 21 anos.
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