quarta-feira, 7 de março de 2012

Ao meu unigenito, meu irmão, meu Minho...

Era ontem que estávamos deitados em um sofá apertado, agarrados e aquecidos por uma colcha quentinha, assistindo aqueles velhos desenhos, que hoje, nem sei se você realmente gostava, ou se era só por companhia que assistia comigo. Estávamos sempre juntos e parceiros, sempre fui um livro aberto pra você e sei que a recíproca era verdadeira. E entre uma brincadeira e outra, sem perceber quando, nós crescemos.
Os dias estão encurtando e logo logo você vai dar continuidade a sua vida, se completando no casamento, filhos e responsabilidades. Eu não quero pensar que estaremos juntos apenas nas lembranças e na saudade, mas pensar que de alguma forma não me perderei de você. Um dia nossa descendência não vai se reconhecer, e nós estaremos neles, e é tão estranho... Porque eles nem vão saber quem fomos, e nem de como fomos felizes conversando na mesa da cozinha ou se estapeando.
Acho que não estou preparada pra certas coisas, acho que por querer desapegar é que eu sou tão sumida, pra ver se eu me acostumo com a ideia de que nada é eterno, e que um dia nosso castelo será apenas história, talvez contada aos risos ou nem isso...
Eu quero que você saiba é que a eternidade te alcançou, e nada se perderá nos traços que a vida marcar em mim.
Obrigado pelos dias que você não deixou meu stress ganhar e fez de tudo pra arrancar sorrisos em meu rosto, obrigado pelos abusos e mimos, pela cumplicidade e amizade. Por me querer bem! Tão bem quanto você mesmo. Perdão por não partilhar os mesmos sonhos, perdão por não ter me mantido firme, perdão pela frustração que te causei.
Você é meu xodó, meu pastor, amigo, meu divã... Você me dá a certeza de que ainda se tem príncipes por ai no mundo, porque é um deles! E faz parte da minha vida, encantando meus dias com a simplicidade e graça dos seus passos.


Te amo pra caramba Minho.


Xeirinhos de sua mana Kell.

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