segunda-feira, 27 de junho de 2011

Amor...

O amor tem me feito sentir tantas sensações... Minhas filosofias sobre ele tem se enfraquecido, já não tenho conceitos justificáveis, não sei o que falar a minha própria alma quando ela sonha, deseja, planeja, e se tortura de tanto querer. Queria que minhas filosofias fossem mais amigas, queria que minha razão dominasse toda a emoção que reside em mim, queria que meus sonhos obedecessem ao meu comando antes de dormir, mas caramba! Como eles são rebeldes!
Um dia gritei: Amor é uma decisão! Amor não é um sentimento! Amor é a junção de todos os sentimentos bons. Amar é cuidar, respeitar, querer bem, é estar presente... Você pode decidir doar alguém que merece toda essa bondade, todo esse “amor”. No final da vida, toda aquela emoção do primeiro momento se vai, e o que sobra é aquela junção de sentimentos.
Muitas vezes as pessoas se apaixonam por pessoas ruins, pessoas que não as ama, não é verdade? Então porque não decidimos (racionalmente) amar quem está disposto ao mesmo? Alguém que tenha caráter, e que tenha disponibilidade à reciprocidade?
Essa era a filosofia de R$ 1,99 que pregava pra mim mesma, anulando todas as minhas emoções e alimentando minha razão.
Por um tempo fiquei tão amante da razão que planejava minha vida sozinha, dizia pra mim mesma: “Não preciso de ninguém! Sou auto-suficiente, independente e vacinada!” Quanta ignorância! Sempre precisei de meu Deus, minha família, meus amigos e o amor. Sou tão composta de amor quanto de carne... Sou uma romântica dos velhos tempos nos últimos tempos... O que eu queria provar pra mim mesma? O amor sempre esteve em mim durante todos os meus dias, mesmo quando estive distante. E agora ele me consome!
Voltei a minha essência, para as minhas rosas e cartas, e cheiros, e emoções... Voltei para o Amor, e nossa! Como o amor dói! Entretanto o desejo profundamente.
Se como a fênix o amor renascer das cinzas, com toda autenticidade brilhará em vida e iluminará toda escuridão em minha volta.


                                                                   Kell, aos 23 anos.

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